Pois é verdade, mais um ano se passou e mais uma vez a vemos MAGAWORKS na Websummit.

Mais um mirone como muitos outros, resignando-se a sua pequenez e insignificância neste mundo de negócios tecnológicos e gigantes.

MAGAWORKS na Websummit – a nossa experiência

Como já confessei fui à WebSummit como mais uma mirone e, vim tal como fui – um pouco decepcionada com todo o efeito Websummit. Claro que não foi uma viagem perdida de todo, pois fiquei bem surpreendida por algumas presenças no evento, como é o caso da nossa portuguesa SIBS.

Actualmente a SIBS tem uma aplicação, bastante recente, que é o MBWay. Esta nova aplicação já integra o antigo MBNet e muitas outras funcionalidades. A surpresa não é o stand em si mas a forma como nos recebem e nos procuram explicar o que a SIBS tem conseguido na área da evolução tecnológica. Porque além desta nova aplicação a SIBS tem dezenas, senão centenas de inovações a nível de tecnologia que muitos portugueses dão como garantidas, mas que apenas existem em Portugal graças à SIBS.

Nós portugueses, podemos efectuar numa caixa multibanco uma série de funções que em mais nenhum outro país conseguimos fazer. E muitos de nós não sabe que essas funções só são possíveis porque estamos em Portugal e a SIBS nos dá todas essas funcionalidades.

Como a própria SIBS faz questão de dizer: No multibanco também podemos levantar dinheiro.

 

Um clássico modernizado – o espaço da Mercedes-Benz

Outro stand que gostei de ver foi o da Mercedes. Depois de toda a publicidade que se encontrava pelas ruas, anunciando a Mercedes na Websummit, fiquei curiosa de ver o stand e o que a marca teria de inovador para mostrar. O stand estava realmente inovador, tendo em conta a marca que é a Mercedes.

Uma marca clássica que durante muitos anos se manteve clássica em excesso, finalmente se modernizou e entrou no século XXI. Sendo um dos principais patrocinadores da Websummit, a Mercedes apresenta um stand diferente.

A sua presença no evento está ligada não só ao seu patrocínio mas à sua nova área de inovação tecnológica da marca, com o lançamento do Digital Delivery Hub. O Digital Delivery Hub assume-se como um modelo que procura liderar os novos avanços tecnológicos no ramo automóvel e na mobilidade, na nova era digital.

A acompanhar esta novidade, a Mercedes aliou-se à Câmara de Lisboa, para lançar um novo espaço de evolução tecnológica para empresas inovadoras. Será o “Hub criativo” do Beato que irá nascer na zona do Beato, em Lisboa. Pretende ser um espaço onde se poderão instalar empresas de inovação tecnológica, começando pelo Digital Delivery Hub da Mercedes Benz. A Websummit também já demonstrou interesse em instalar-se nesse espaço assim que estiver terminado.

O bom, o mau e o vilão

Um stand que me decepcionou muito foi o da Farfetch, marca de luxo no mercado da moda e lojas online. A melhor ideia que conseguiram ter foi um joguinho muito “idiota” a meu ver. As pessoas faziam fila para responder a uma pergunta sobre a Farfetch e levar para casa um saco de pano ou uma mochila preta com o nome da marca.

Depois temos os habituais da EDP, Cisco, Microsoft, Google, e muitas outras empresas de grande envergadura. Todas elas conhecidas pelas suas inovações tecnológicas. Actualmente tão conhecidas pela sua grandiosidade que quase nos esquecemos dos seus impactos a nível tecnológico.

Seja como fôr, a EDP apresenta um stand à sua altura. Um estrutura que surpreende pela sua grandiosidade e inovação. Alia efeitos de luz, a écrans quase flutuantes, estruturas simples, e até mesmo zonas verdes, associando-se ao seu conceito de poupança ambiental e energias renováveis.

Android no Websummit 2017

A google apresentou um stand algo estranho e fora do contexto a que estamos habituados pela Google. Apresenta-se aliada ao seu sistema operativo Android, e surge com um stand que não passa despercebido pela sua diferença.

Android no Websummit 2017Mas como sempre, a polémica Google, acusada de fazer “jogo sujo” e manipular o mercado pela forma como invade todos os sistemas e dispositivos, não deixar a sua marca passar despercebida

As secções Websummit, para startups e não só

De tudo o que se vê no evento, e que realmente tinha tudo a ver com o conceito da Websummit foram as secções Alpha e Beta. Estas áreas têm dezenas de pequenos stands com as startups em diferentes fases de evolução. Pelo que pude ver eram áreas muito dinâmicas. Qualquer um pode chegar e perguntar mais informações sobre as ideias e modelos de negócio que aí se apresentam.

É uma espécie de “exposição” de StartUps.

Depois encontramos ainda uns “bunkers” onde decorrem reuniões à porta fechada. Muitas dessas reunião já haviam sido previamente marcadas e decorrem durante os dias do evento, podendo levar a novos contactos.

As várias áreas de Pitches com o patrocínio e decoração Mercedes marcam diferentes pontos ao longo do evento. A competição de pitch é tido como um dos momentos principais deste evento, mas não tive a sorte de encontrar nenhum a decorrer ao longo da minha visita pelos diferentes espaços. São patrocinados pela Mercedes, com decoração de muito bom gosto.

Encontrei ainda áreas de reuniões abertas, onde decorrem as reuniões rápidas de 15 minutos, uma espécie de “speed dating”. Aqui os participantes têm de ser capazes de vender as suas ideias em apenas 15 minutos e vão rodando de mesa em mesa, apresentando a ideia a diferentes interessados.

E ainda as conferências em grandes áreas com écrans gigantes para melhorar a possibilidade de todos verem o que se passa e quem está a falar. Mas o som deixa um pouco a desejar para quem vê e tenta ouvir mais atrás.

Concluindo, o que nos fica

Este evento pode ter interesse para quem procura novos modelos de negócio e ideias inovadoras para investir. Para a MAGAWORKS, é uma forma de abrirmos a mente, conhecer ideias novas, conhecer softwares e as suas aplicações práticas e muito mais.

Mas do que percebi, a maioria das opções apresentadas estão direccionadas para grandes empresas com capacidades de grandes investimentos. Para empresas pequenas ou médias as opções são escassas ou inexistentes. Opções de softwares que começam com planos de 50.000 ao ano não é fazível para a grande maioria das empresas portuguesas.

O nosso mercado nacional é feito de pequenas e médias empresas e nada neste evento se apresenta para este tipo de empresas. Tudo se apresenta para empresas multinacionais, ou novos “unicórnios”, cujo potencial de investimento são milhões de euros, ainda que o rendimento líquido real não se saiba quantificar. O valor das empresas hoje em dia é medido pelo potencial de investimento e não pelo balanço líquido do rendimento real que as empresas dão.

Mais uma mirone

E assim estivemos lá, como mais um mirone, na Websummit 2017.

O que fica? Uma visão crítica do evento Websummit. Para o ano há mais e esperamos que melhor.

ENCANTAMENTO WEBSUMMIT

Foi muito barulho e muitas luzes para quê? Será que alguém sabe explicar o porquê deste encantamento Websummit?